Páginas: 256
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca

Camille Preaker é uma jornalista, recém saída de uma clínica psiquiátrica, que tem a tarefa de voltar a sua cidade natal para cobrir o caso de uma garota morta e outra desaparecida.
Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã que praticamente não conhece. Hospedada na casa da família, a jornalista precisa lidar com as memórias difíceis de sua infância e adolescência.


O livro começa com a Camille recebendo a notícia do seu chefe que vai ter que voltar a sua cidade para cobrir o caso e assim tentar alavancar as vendas do jornal. Ela sabe que isso não é uma boa ideia, mas precisa do emprego e então parte rumo ao seu passado.

O relacionamento com a mãe, Adora, é do tipo que ela sabe que não é bem vinda em casa e que a primeira coisa que a mãe faz quando a vê bater em sua porta é perguntar quando ela vai embora. 
Adora é descrita como uma mulher neurótica, que precisa ter tudo sobre o seu controle, desde a roupa que a filha veste ao tipo de remédio que ela tem que tomar quando está doente, mas tudo isso em uma intensidade doentia. 
Alan, padrasto de Camille desde que ela é um bebê, é um cara frio e distante que não se envolve em absolutamente nada na família e passa a ser apenas um personagem secundário sem importância. 
Amma é a meia irmã de Camille, uma garota de 13 anos que finge fazer tudo para agradar a mãe, mas que na rua tem comportamentos promíscuos e violentos.


Decidida a investigar o caso, a personagem vai buscar fontes na delegacia e com os familiares das garotas para descobrir a motivação dos crimes. O delegado se recusa a dar informações concretas e os familiares de Ann e Nathalie também. Então ela recorrer a antigos conhecidos para se situar dos acontecimentos e saber o motivo para alguém matar garotas estranguladas e arrancar os seus dentes. 

Aos poucos, as partes de um quebra cabeça macabro vão se unindo até formar o desfecho da história, onde absolutamente ninguém sai ileso.


Eu não vou dar mais detalhes sobre a história porque todas as informações podem ser um spoiler, então vou me prender ao que eu esperava do livro e do que realmente acabou sendo.

Caso você não tenha percebido, a Camille é uma personagem que praticava a automutilação, mas não é do tipo "vou fazer alguns cortes", ela escreve palavras no seu corpo INTEIRO. Em todas as partes tem cicatrizes de palavras e ela só anda de calça jeans e camisas de mangas compridas para que ninguém veja.


Sabendo disso eu imaginei que o livro tratava mais da Camille se automutilando do que da morte das garotas, o que foi um equívoco completo. São poucos os comentários sobre essa parte da vida dela, suficientes apenas para que você sinta o que ela fazia e visualize seu corpo. O passado dela é bem triste e carregado, e você vai conseguir entender o motivo dela fazer isso e ser quem ela é.

O desfecho para mim foi previsível e talvez isso se dê, pelo fato de já ler muitos livros de suspense, mas o mais impressionante da história é o que o ser humano é capaz de fazer e até que ponto isso influencia na vida de outras pessoas.

Será que a genética é mais forte que a personalidade? 
Ou o meio é o que define a personalidade?



Deixe um comentário

Obrigada pela sua opinião!
Com ela posso melhorar o BHCB para VOCÊ! (: