Primeira: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal; Segunda: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei; Terceira: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e a Segunda Lei. Esses são os três princípios básicos e inciais a se inserir em um robô de cérebro positrônico.

Em nove contos publicados entre os anos de 1940 e 1950, Isaac Asimov levanta a seguinte questão: como pode um ser "evoluído" criar outro "ser" mais evoluído que ele? Os robôs, em um futuro não tão distante assim (visto que, na mente do autor, em 2015 já teríamos a possibilidade de conversar com máquinas e deixar que elas guiassem nossas vidas), cuidam de crianças, resolvem problemas não solucionáveis pela mente humana e ainda têm a capacidade de governar um país.

É óbvio que o mundo ainda não chegou nesse nível de "evolução", onde robôs podem ser babás ou máquinas têm a capacidade de resolver os problemas financeiros de uma determinada área, mas parando para pensar só um pouquinho os "robôs" estão vinte e quatro horas por dia em nossas vidas. A tecnologia permite que conversemos através de uma rede sem fio com outra pessoa que está a mais de mil quilômetros de distância; é possível enviar fotos, vídeos, programar publicações em redes sociais e até controlar um dispositivo através de outro, como no caso do controle remoto de uma câmera fotográfica, por exemplo. Hoje em dia, também é comum comandar esses "robôs", apenas através de touchscreen, além de poder transformar papel em arquivo digital.  

Em Eu, Robô, o autor conta a evolução robótica através de uma entrevista a personagem Dra. Susan Calvin, a psicóloga roboticista da empresa U.S. Robots & Mechanical Men. Os contos se desenvolvem através dos anos de 1996 e 2052, onde é possível conhecer a história da robótica em cada conto. Tudo começa quando os robôs são habilitados para cuidar de crianças e termina quando eles se tornam capazes de governar o mundo inteiro, solucionando problemas econômicos ou prevendo complicações e tentando evitá-las de uma forma que poucos humanos entendem.

Em cada conto os humanos são expostos a problemas causados pelos robôs ou "defeitos" nas próprias máquinas. As três Leis aplicadas em cada um deles entram em conflito em todas as histórias e cabe a equipe da empresa solucioná-los. É nessa hora que o autor faz com que haja a reflexão humana. Será que se o mundo fosse governado por máquinas criadas por seres humanos (que erram, assim como as máquinas) e estivessem sujeitos a conflitos sociais e éticos, o mundo não seria como ele é hoje?

Um Comentário

  1. Estou com esse livro na minha estante na agulha! (Nossa, são tantos na agulha!kkk) Assisti o filme faz anos, e nem lembro direito o enredo, mas a minha curiosidade pelo livro só aumenta. A Aleph capricha no acabamento de suas edições, eu adoro!
    Abraços!
    Alexandre do blog Do Que Eu Leio
    @_alexandremelo

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